10 dúvidas esclarecidas sobre a securitização de recebíveis

7 minutos para ler

Nos últimos anos, uma importante fonte de recursos para as empresas tem mostrado seu crescimento no mercado — a securitização de recebíveis. No entanto, por ser uma solução relativamente nova no mercado e um tanto complexa, ela ainda gera muitas dúvidas.

Para solucionar esse problema, é preciso tornar de fácil compreensão os principais aspectos a respeito do universo da securitização. Pensando nisso, decidimos trazer as principais dúvidas sobre o assunto, para que você entenda melhor e aprenda a usar ela a seu favor. Aproveite!

1. O que é securitização de recebíveis?

Também conhecida como titularização, a securitização de recebíveis é um agrupamento de diversos ativos negociáveis no mercado. Quando isso é realizado, a dívida pelo ativo é transferida para quem adquiriu os títulos.

Em outros termos, trata-se de uma operação financeira que fornece dinheiro imediato para o gerador do título e que transfere o direito do recebimento por eles ao investidor. Assim, o comprador adquire um compromisso de recebimento futuro.

2. Como ela funciona no Brasil?

Quando os recebíveis são captados do gerador, a securitizadora transforma o crédito das empresas em títulos negociáveis no mercado. Depois, deve pagar o valor dos créditos para quem os originou, com depreciação. Isso é o que isola o risco do cedente na operação. Assim, a empresa obtém o dinheiro e os investidores o direito de receber os fluxos gerados pelos ativos.

Essa operação pode ser realizada pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) ou por um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC). Além disso, suas transações são reguladas pelo BACEN, pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelas leis comerciais e societárias.

secutitização de recebíveis

3. Quais são as suas principais formas?

Quando uma securitizadora adquire os créditos, ela precisa transformá-los em títulos negociáveis. Para isso, precisará buscar a melhor maneira de oferecer suas opções aos investidores. Existem duas diferentes maneiras de fazer isso. Por meio do FIDC ou de debêntures.

No caso do FIDC, todos os títulos são reunidos em um fundo que tem por finalidade atrair os investidores ideais. Eles ficarão condicionados a algumas regras predeterminadas. Nesse caso, as vantagens são a sua rentabilidade normalmente superior ao CDI e a segurança do título.

Já a negociação de debêntures é um pouco diferente. Ela é mais adequada para aqueles investidores que costumam aplicar em renda fixa e que buscam diversificar sua carteira, assumindo uma rentabilidade maior. O risco e a volatilidade das debêntures é bem menor que a do mercado e a sua remuneração é prefixada, por isso, se torna ainda mais atrativa.

4. A securitizadora faz empréstimos?

Não. O que a securitizadora faz é comprar os recebíveis a prazo. Assim, você está vendendo o seu direito de receber por eles. Quem passa a ter esse direito é quem fica de posse dos, então, ativos recebíveis.

5. Por que fazer securitização de recebíveis?

A securitização serve, entre outras coisas, para impulsionar pequenas e médias empresas. O crédito obtido com ela pode ser usado naquilo que o cliente mais precisa, desde o fluxo de caixa até investimentos no crescimento do negócio.

fomento mercantilPowered by Rock Convert

Além disso, pode ser uma forma interessante de resolver endividamentos, poupar tempo e dinheiro com empréstimos e afins, melhorar as condições de competitividade da empresa e assim por diante.

6. O que pode ser securitizado?

Tudo o que se envolve em um fluxo de caixa corrente ou futuro e que é gerado por um ativo pode ser securitizado. Existe uma variedade enorme de ativos que podem ser negociados dessa forma. Entre os mais usuais estão:

  • financiamento de veículos;
  • recebíveis de cartão de crédito;
  • empréstimos de hipoteca.

securitização de recebíveis

7. Qual a diferença entre securitização e fomento mercantil?

O objetivo social da securitização de recebíveis empresariais é adquirir esses títulos para negociá-los com os investidores. No caso do factoring, o objetivo da atividade é o fomento mercantil, prestando serviços de maneira contínua, com o acompanhamento de contas do negócio, entre outros aspectos.

A única similaridade entre elas é por trabalhar com títulos de créditos negociáveis e recebíveis a prazo. Por isso, tanto a parte operacional quanto a sua finalidade de atuação são distintas.

8. Quem participa da securitização de recebíveis?

A securitização envolve três partes, o originador, o intermediário e os investidores. Conheça melhor cada um deles:

  • originador ou gerador — quem gera o ativo, a empresa detentora do recebível;
  • intermediário — a instituição que estruturará a operação e distribuirá os títulos aos investidores;
  • investidor — quem compra os títulos e assume a sua rentabilidade.

9. Como os recebíveis são organizados?

Para facilitar o processo de reunião dos recebíveis para negociação, são adotadas algumas boas práticas no processo, por exemplo:

  • eleger créditos homogêneos, para facilitar a captação de recursos;
  • manter um bom histórico empresarial e baixa inadimplência;
  • facilitar, de modo geral, a análise da carteira de créditos.

Nada disso é obrigatório, mas ajuda muito na negociação dos ativos. Quanto mais simples for a análise e mais seguros forem os títulos, mais fácil será negociá-los.

10. Como ela funciona, na prática?

Hoje, muitas empresas acabam recorrendo às linhas bancárias para conseguir dinheiro suficiente para realizar as suas atividades. O problema é que elas ficam sujeitas a altas taxas de juros e a créditos restritos. Nesse cenário, a securitização de recebíveis vem como uma alternativa vantajosa, que pode otimizar a gestão do negócio.

Se você vende ou presta serviços a prazo para os seus clientes, isso gera recebíveis, que continuarão injetando dinheiro na empresa até serem quitados. No entanto, suponha que você precisa de capital de giro para pagar as contas, fazer um investimento ou qualquer outra razão, não daqui a dois, três ou quatro meses, mas hoje.

A opção para levantar esse dinheiro sem assumir novos compromissos de longo prazo é fazer a securitização desses recebíveis. Nesse caso, você recebe à vista por eles, assumindo uma pequena taxa cobrada pela operação. A partir daí, os ativos são segmentados e convertidos em títulos negociáveis, ofertados para os investidores, que assumem o risco pelo recebimento dos valores.

Em suma, o processo de securitização ainda é muito novo e é completamente compreensível que gere dúvidas. No entanto, esse é um recurso indispensável para tornar a economia mais dinâmica e, é claro, ajudar as empresas a se desenvolverem. Além de garantir a segurança de receber por uma dívida em aberto.

Para quem investe, a rentabilidade pode ser bem atrativa, se você estiver disposto a assumir alguns riscos. Em um mercado com taxas de rendimento baixas, vale a pena considerar as opções.

Você ainda tem alguma dúvida sobre a securitização de recebíveis? Então, entre em contato conosco! Vamos conversar.

Posts relacionados

Deixe um comentário