Já ouviu falar em projeção de fluxo de caixa? Veja como funciona!

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O fluxo de caixa é um dos mais importantes instrumentos financeiros, pois ajuda a avaliar a saúde da empresa e mensurar vários indicadores de desempenho. Mas, é possível avaliar o fluxo de caixa olhando para o futuro? Sim, claro. É a chamada projeção de fluxo de caixa.

Ao fazer a projeção, você terá estimativas de como, em certo futuro, estará a saúde financeira da empresa e saberá se os movimentos de entrada e saída de dinheiro estarão de acordo com o desejado. Isso permite uma gestão preventiva, deixando a empresa à frente do seu tempo.

Entretanto, uma dúvida recorrente é: como fazer a projeção de fluxo de caixa? Para ajudar, nos tópicos seguintes, detalhamos o conceito e seu passo a passo. Continue com a leitura!

Fluxo de caixa tradicional e projetado: qual é a diferença?

Em termos gerais, o fluxo de caixa refere-se ao registro do exercício de entrada e saída de dinheiro do caixa da empresa, considerando determinado período de tempo. Quando esse registro é feito, o gestor conta com mais dados para promover uma boa administração.

Nesse primeiro caso, o fluxo de caixa é construído olhando para trás, ou melhor, o que já aconteceu. São movimentações financeiras (o recebimento de clientes ou o pagamento de tarifas bancárias, por exemplo) que já ocorreram na prática. Então, basta registrá-las.

A projeção de fluxo de caixa, por sua vez, olha para o futuro. Refere-se ao desenvolvimento de estimativas sobre o exercício de entrada e saída de dinheiro do caixa da empresa, tendo em vista em período futuro (o próximo bimestre ou trimestre, por exemplo).

Nesse segundo caso, a projeção é feita ao identificar padrões do passado (isto é, como o fluxo de caixa se comportou no passado) e projetá-los para o futuro. Ou, ainda, analisando as contas a receber e a pagar, que provavelmente farão parte do caixa futuro da empresa.

projeção de fluxo de caixa

Projeção de fluxo de caixa: como fazer isso com acerto?

Bom, então, basta estimar o fluxo de caixa no futuro, certo? Não, não é bem assim. A projeção deve ser feita à luz de dados reais sobre a movimentação financeira da empresa. É preciso considerar os padrões do passado, o que vai receber no futuro e assumir certa margem de erro — afinal, nem tudo é exatamente como o que foi desejado. Veja mais, adiante.

Conte com dados financeiros atualizados

Primeiro, é necessário atualizar seus dados financeiros — isto é, os registros de entrada e saída de dinheiro. A projeção olha o futuro, mas conta com dados financeiros consolidados para fazer isso. Então, sem dados volumosos e verídicos, a projeção fica mais complicada.

Tendo isso em vista, avalie se, nos últimos meses, o fluxo de caixa foi adequadamente registrado, se existem lacunas financeiras não preenchidas ou problemas que ainda não foram resolvidos. Desse modo, você terá uma base mais confiável para fazer suas projeções.

Faça estimativas da sua receita futura

Quanto vai receber nos próximos meses? É uma boa pergunta e sua resposta certamente ajuda a projetar o fluxo de caixa. Pense nos recebimentos futuros de duas formas: i) as vendas que ainda serão feitas; e ii) as vendas passadas feitas a prazo e que serão recebidas.

Para estimar vendas futuras, é preciso olhar para os dados do passado. Uma boa pergunta é: qual foi a média de vendas dos três últimos meses? Para estimar os recebimentos a prazo, é preciso olhar para as vendas feitas a crédito e quando, exatamente, elas serão recebidas.

Estime também as saídas financeiras

De maneira semelhante, é preciso estimar as despesas futuras da empresa. Ou seja, para onde a receita será alocada. Nesse caso, também é interessante pensar em dois itens: i) os custos fixos que deverão ser pagos e ii) os custos adicionais, variáveis, que surgirão.

Mais uma vez, é preciso olhar para os dados financeiros da sua organização. Quais contas são pagas hoje e ainda existirão no futuro? Qual é a média de custos variáveis mensais? Ao responder essas questões, você terá uma visão mais nítida e poderá projetar seu fluxo de caixa.

Assuma uma certa margem de erro

Uma projeção não é algo infalível. O mais natural é que os resultados finais variem, seja para mais ou para menos. Portanto, é importante assumir uma margem de erro e entender que seu resultado financeiro futuro não será exatamente como o estimado.

Você pode definir uma margem de erro de 5%. Assumindo, por exemplo, que os resultados financeiros podem ser 5% superiores ou inferiores ao que foi projetado — dependendo do cenário econômico e outras variáveis, como a assiduidade dos clientes com suas contas.

projeção de fluxo de caixa

Margem de erro: o que fazer para reduzir a imprevisibilidade?

Invariavelmente, você precisará assumir uma margem de erro. Algumas técnicas podem ajudar a chegar mais próximo do resultado futuro real. Assim, sua estimativa será mais certeira e, provavelmente, poderá desempenhar uma melhor administração.

Uma ótima dica é contar com a ajuda de bons softwares financeiros. Eles ajudam no registro das contas recebidas e pagas, projetando autonomamente as contas futuras. Isso, além de reduzir boa parte do seu trabalho, aumenta a precisão da sua projeção de caixa.

Outra dica é manter as contas minuciosamente organizadas. É preciso saber exatamente quem você deve pagar e de quem vai receber, bem como os rendimentos futuros de certos investimentos. Para tanto, organização financeira é a palavra-chave.

Um dos principais problemas na projeção financeira é o atraso dos recebíveis. Se o crédito concedido é recebido com atraso, a projeção de fluxo de caixa pode não se concretizar.

Nesse caso, o fomento mercantil é a melhor solução. Essa operação consiste na venda das contas a receber, isto é, dos seus direitos creditórios. Desse modo, você pode antecipar as contas que só seriam recebidas no futuro, o que gera mais previsibilidade e reduz a margem de erro.

Veja, agora você entende do assunto. Lembre-se de que a projeção de fluxo de caixa é uma estimativa futura das entradas e saídas financeiras. Para fazê-la com êxito, é preciso contar com dados financeiros consistentes, projetar as receitas e despesas, bem como assumir uma margem de erro — que pode ser reduzida com algumas técnicas, como o fomento mercantil, também conhecido como factoring.

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