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Guia definitivo para melhorar a gestão de empresa

17 minutos para ler

Entre 2013 e 2016, cerca de 340 mil empresas brasileiras fecharam as portas. Parte desse resultado é atribuído a fatores econômicos, como a recessão financeira. Mas outra parte é decorrente da ausência de uma gestão de empresa realmente qualificada.

Perceba que, enquanto algumas empresas falham terrivelmente, outras alcançam um sucesso estrondoso. Mesmo em meio às crises ou situações econômicas desfavoráveis, algumas empresas conseguem captar clientes, aumentar seu faturamento e lucro.

Em vista disso, pode-se afirmar que a correta gestão é um diferencial entre empresas bem-sucedidas e seus pares que falharam. Quando o líder sabe gerenciar os recursos do empreendimento, pode alocá-los com eficiência e obter retornos acima da média.

Por isso, neste artigo, vamos apresentar um guia definitivo para melhorar a gestão da sua empresa e obter grandes resultados. Então, continue sua leitura com atenção para conferir!

Entenda o que é a gestão de uma empresa

Imagine-se como o capitão de uma grande navegação. Seu objetivo é levar o navio, sua tripulação e carga até o porto de destino, há milhares de quilômetros. Para tanto, deve planejar toda a jornada, navegar pelas melhores rotas marítimas e instruir os marujos. Se não fizer isso direito, o navio corre risco de encalhe e todos podem ser prejudicados.

Esse é um ótimo exemplo de gestão. Há diferentes recursos – como cargas, máquinas e pessoas – que precisam ser bem direcionados para que o objetivo inicialmente proposto seja alcançado com êxito. Dentro das empresas, não é muito diferente.

Há uma infinidade de recursos que estão debaixo do controle do líder ou dono de uma empresa. Como são recursos escassos, isto é, que existem em até certo limite, devem ser bem aproveitados. Logo, o desperdício não é algo bem-visto. O dinheiro, por exemplo, deve ser minuciosamente aproveitado, o tempo e a energia da equipe também.

Nesse contexto, é possível definir gestão com um conjunto de políticas e práticas com o objetivo de planejar, alocar e controlar os recursos disponíveis à empresa, de modo que sejam aproveitados com eficiência e gerem alto retorno sobre o investimento.

Então, gestão e resultados são variáveis positivamente relacionadas. Ou seja, quanto melhor a gestão, melhores os resultados. Por outro lado, quanto pior o planejamento, alocação e controle dos recursos, mais próxima a empresa estará do insucesso. Em outros tópicos, esclareceremos os pilares que constituem a correta gestão empresarial.

Saiba qual a importância de ter uma gestão eficiente

Alguns estudos indicam que, ao longo de um dia, um adulto comum toma cerca de 35 mil decisões. Dentro das empresas, essas decisões referem-se ao que comprar, vender, melhorar, adicionar ou excluir, entre outras coisas. Estas decisões afetam os clientes, funcionários, fornecedores e investidores. Portanto, devem ser tomadas com cuidado.

A decisão certa, porém, depende de um bom processo gerencial. É preciso transformar dados em informações úteis ao gestor, permitindo-o ter uma visão mais sistêmica do seu empreendimento. Se a gestão falha em gerar insumos à correta decisão, a empresa é afetada em diferentes níveis e formas. Adiante, esclarecemos a importância da gestão.

Prioriza os investimentos certos

Toda empresa conta com uma quantidade limitada de tempo, dinheiro e força de trabalho. Então, deve alocar esses recursos de maneira correta, priorizando o que gera maior retorno sobre investimento.

Os gestores, porém, não têm uma prévia tabela do que gera mais e menos retorno. É preciso estudar os processos diários, fazer diagnósticos e inferir causalidades. Assim, se tem maiores chances de detectar o que realmente importa e merece investimento.

Sem uma correta gestão, esse processo de priorização é prejudicado alocando mais recursos em investimento de baixo retorno, enquanto investimentos de alto índice multiplicador podem ser deixados de lado.

como alocar recursos de maneira correta

Maximiza os resultados financeiros

Uma empresa com bom desempenho financeiro é mais saudável e competitiva, além de atraente aos investidores. Porém, falhas recorrentes na gestão afetam a maximização dos resultados financeiros, gerando custos e prejuízos.

Por outro lado, ao gerenciar de forma otimizada, é possível controlar o fluxo de caixa do empreendimento, selecionar fontes de financiamento com baixo juros, reduzir custos não estratégicos e gerar economia por escala de produção, entre outras coisas.

Outro ponto importante: empresas bem gerenciadas costumam ter metas financeiras, de lucro e liquidez, por exemplo, compartilhadas pelo time de trabalho, em especial a equipe financeira. Sendo assim, todos se comprometem.

Reduz erros, acidentes e conflitos diários

Ao longo do expediente, erros podem levar a acidentes e conflitos no local de trabalho. Isso custa caro! Além de gastos com reparo e retrabalho, o que já não é bom, o clima da organização é afetado e os profissionais passam a correr mais riscos.

A correta gestão previne a ocorrência de erros e há uma infinidade de motivos para isso já que a gestão facilita a comunicação interpessoal, também melhora os processos diários e sintoniza os profissionais quanto ao que (e como) precisa ser feito.

Inicia ciclos de aprendizagem e melhoria

A correta gestão inicia um ciclo de aprendizagem e melhoria. Os profissionais começam a aprender com o que foi feito, reconfiguram suas práticas e melhoram, o que leva a empresa a um novo estágio em termos de eficiência.

O processo de aprendizagem e melhoria depende, em grande parte, do alto comando. É preciso que os líderes estimulem o aprendizado dos seus subordinados, tirem lições do que foi mal feito e também do que ocorreu com sucesso.

Aumenta a satisfação dos clientes

Peter Drucker, grande nome da Administração, certa vez disse que a maior obrigação de uma empresa é fazer clientes. Isso significa que é preciso prospectar consumidores e mantê-los pelo maior tempo possível, de forma rentável e amigável.

Nesse processo, a satisfação tem papel-chave. É impossível fazer e manter clientes sem que, de alguma forma, consiga suprir sua necessidade e gerar satisfação. E, como é de se esperar, a correta gestão tem um papel fundamental nesse processo.

A gestão permite que os consumidores tenham uma boa experiência de compra, que sejam bem atendidos pelos funcionários e encontrem os produtos (bens ou serviços) desejados dentro da empresa. Do contrário, não teriam uma experiência satisfatória.

Conheça os 3 principais pilares da gestão de empresas

Como pode observar, há diversos benefícios ligados à gestão. Para que eles sejam experimentados no expediente, porém, é preciso que alguns pilares gerenciais sejam respeitados. E são três principais: planejamento, execução e controle.

Veja que, sem planejamento, o gestor e sua equipe tende a ter uma postura imediatista. É tudo para “ontem”, de forma desordenada. Por outro lado, caso exista planejamento e falte execução, os talentos experimentarão uma inércia desestimulante.

Por fim, caso falte controle, a tendência é a desordem. Muitos planos são executados e, inicialmente, oferecem bons resultados. Com o tempo, porém, caem na desordem e são esquecidos ou completamente distorcidos, afinal, falta controle.

Logo, é muito difícil falar em gestão e não considerar esses pilares. O planejamento cabe, em especial, aos líderes. A execução, aos operários. E o controle, aos supervisores e gerentes de nível médio. Adiante, esclarecemos como tirar proveito desses pilares.

gestão de empresas e seus três pilares

1. Planejamento

Dentro das empresas, o planejamento é essencial. O gestor deve planejar como seus recursos serão alocados, para só então agir. O planejamento garante que o número de erros, desperdícios e retrabalho seja inferior, o que gera vantagem competitiva.

Além de tudo, o planejamento ajuda a aproveitar as oportunidades do mercado e se esquivar das ameaças que podem afetar a organização. Se uma data de alta do comércio está chegando, por exemplo, o gestor deve se planejar para reforçar seu estoque.

Sem planejamento, é difícil falar em gestão. Isso porque as tarefas diárias tornam-se imediatistas, a equipe de trabalho passa a viver “apagando incêndio” e aproveitar com menor frequência as oportunidades do mercado. Tudo isso afeta a organização.

Há uma boa quantidade de ferramentas que facilitam o planejamento, como o 5W2H, o Balanced Scorecard e quadros de criação de objetivos. Para escolher a melhor ferramenta, é preciso avaliar seu objetivo e os recursos disponíveis à empresa.

2. Execução

Imagine planejar todo o processo de atendimento ao cliente e vendas. Depois, colocar o plano dentro da gaveta do escritório e, sem agir, esperar que ele entregue resultados. Veja, não faz qualquer sentido. A razão: planejamento, sem execução, é fogo de palha.

Portanto, o segundo pilar da gestão de empresa é a execução. É preciso alocar recursos de maneira eficiente, priorizando práticas de alto retorno sobre investimento. Quando a execução é bem feita, o plano inicialmente deliberado pode ser um sucesso.

No entanto, a correta execução não depende só do plano e da determinação do gestor. A maioria das atividades da empresa, ao menos as mais relevantes, são feitas em equipe. Sendo assim, a adequada execução depende do comprometimento de todos.

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Em suma, execução significa: transformar plano em resultado. Para isso, é preciso definir metas, com datas e resultados claros. E mais, estimular os talentos na execução e estabelecer recompensas atraentes a quem entregar os resultados desejados.

3. Controle

Após planejar e executar uma certa tarefa, é possível que se tenha grandes resultados. Esses resultados positivos podem durar por alguns dias, mas em algumas semanas ou meses as coisas podem começar a piorar. A razão: a tendência é a desordem.

Veja, é preciso controlar o que foi planejado de maneira contínua, garantindo que sua execução seja bem feita, mesmo que meses ou até anos após o seu planejamento inicial. O processo de controle é contínuo e feito especialmente pela média e alta gerência.

Há muitas formas de controlar os resultados. Se reunir com o time, monitorar métricas de desempenho e oferecer treinamentos são bons exemplos. O controle ajuda a manter altos padrões de qualidade, além de identificar o que está (ou não) dando certo.

Portanto, para melhorar sua gestão de empresa, se concentre nesses pilares básicos: planejamento, execução e controle. Eles podem até ser pensados separadamente, mas só funcionam em conjunto. Adiante, oferecemos dicas mais específicas à sua gestão.

Veja como melhorar o desempenho da gestão empresarial

Até agora, você sabe o que é, qual a importância e os principais pilares da gestão de empresas. Nesse tópico, vamos explicar como melhorar o desempenho da sua gestão, garantindo que tenha resultados superiores aos dos seus concorrentes.

Sem dúvida, existem muitas táticas capazes de melhorar a gestão. Investir na criação de uma estratégia, monitorar o fluxo de caixa, contar com dados volumosos para tomar boas decisões, entre outras coisas, são bons exemplos disso. Entenda, a seguir.

Conte com dados consistentes

A gestão é um processo contínuo de tomada de decisão. Se você está inerte, esperando que os bons “ventos” do mercado melhorem sua organização, não está fazendo gestão. Sendo assim, gestão é escolher o que fazer e também o que não fazer.

O processo de tomada de decisão, porém, não deve ser baseado no “achismo”. Achar uma coisa ou outra não basta para decidir com acerto, muito menos para se sobressair da concorrência. É preciso de mais, de dados consistentes.

Pense nos dados como unidades básicas de conhecimento. Ao agrupá-los, terá informações estratégicas, capazes de te colocar um passo à frente da concorrência e subsidiar escolhas acertadas. Portanto, engaje-se na busca por dados consistentes.

Controle rigorosamente as entradas e saídas

Muitos gestores não dão atenção ao fluxo financeiro das suas empresas, isto é, aos movimentos de entrada e saída de recursos financeiros. Isso pode colocar a empresa em apuros, tornando-a endividada e pouco atraente.

Portanto, a segunda dica é: controle rigorosamente as entradas e saídas. Monitore o seu fluxo de caixa diariamente, no intuito de ter um registro minucioso. Ao final de cada mês, transforme esse fluxo em um demonstrativo de resultado do exercício (DRE).

Desse modo, conseguirá dados financeiros para tomar boas decisões e aumentar o índice de liquidez da empresa. Além disso, conseguirá reduzir despesas que não são estratégicas e aumentar investimentos de alto ROI, tornando sua empresa “enxuta”.

Invista no crescimento lucrativo

Com uma boa gestão, é possível promover o crescimento lucrativo. Isso depende, em boa parte, da busca por novas fontes de capital. Ao obter mais recursos para investir no crescimento da empresa, poderá abrir novas unidades e expandir as operações.

Há muitas fontes de capital. Uma alternativa interessante é o factoring, também chamado de fomento mercantil. Nesse caso, você pode vender os recebíveis da sua empresa (os boletos, por exemplo) para gerar caixa e financiar o projeto desejado.

Em relação às outras fontes de capital, o factoring tem algumas vantagens, como a rapidez na aprovação da transação e o custo abaixo da média de mercado. Desse modo, a empresa pode dispor do capital necessário para crescer, sem correr riscos adicionais.

Melhore a comunicação interna

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A comunicação é um elemento-chave para a gestão empresarial. Se os profissionais e parceiros estratégicos não se comunicam, o número de erros pode crescer bastante e afetar a sobrevivência da empresa. Portanto, é preciso ter diálogo.

Na prática, a melhoria da comunicação depende de duas coisas: em primeiro lugar, a compreensão de que o assunto é realmente importante. Todos, a partir do CEO, devem abraçar a comunicação, tornando-a parte indispensável do dia a dia.

Em segundo lugar, é importante investir na integração de ferramentas que facilitem a comunicação. Muitos canais podem somar fluidez ao que está sendo dito, aplicativos de smartphones, softwares especializados e murais de recados são alguns exemplos.

Nunca esteja satisfeito com o status quo

O termo “status quo” é bastante usado na Administração para se referir ao estado atual das coisas. Ou seja, é a atual situação da empresa. O status quo, porém, nunca deve ser satisfatório; é preciso ambição, querer sempre mais e melhor.

Tenha em mente que seus competidores estão sempre melhorando e, se preservar o status quo por muito tempo, você pode ficar para trás. Então, não é possível ter medo das mudanças. É necessário buscar um estado futuro, melhor e desejado.

Ao longo desse processo, é preciso saber como fazer gestão da mudança com a equipe. Todos os profissionais devem entender que as mudanças, até as menores, servem para manter a competitividade, além de preservar e criar empregos.

Tenha metas claras e bem construídas

Boas metas funcionam como uma bússola, pois indicam para onde todos da empresa devem seguir. Em outras palavras, elas alinham a força de trabalho e promovem um senso de desafio. Portanto, são indispensáveis à boa gestão.

Então, o primeiro passo deve ser o de criar boas metas. Elas devem encontrar um meio-termo entre o desafio proposto e a realidade da empresa. Além disso, devem ser úteis para solucionar um “gap”, isto é, uma lacuna indesejada e que existe na empresa.

O segundo passo é transformar essa meta em pequenas tarefas, em uma espécie de plano de ação que diga o que deve ser feito para atingir o êxito. Essas tarefas devem ser distribuídas entre os profissionais para facilitar seu alcance.

Invista na atração e retenção de talentos

Ao longo do dia, há uma boa quantidade de tarefas que precisam ser planejadas, operacionalizadas e controladas, como o registro do fluxo financeiro ou o atendimento aos clientes. É impossível fazer isso sozinho, é preciso mais gente.

Portanto, invista na contratação e retenção de gente realmente talentosa. Muitas coisas definem um talento, três delas são: sua integridade, inteligência e entusiasmo. Ou seja, um bom profissional deve ser íntegro, perspicaz e cheio de vontade.

Para garantir que as pessoas certas façam parte da empresa, é preciso formular um bom processo de contratação. Depois, criar planos de carreira e políticas de retenção para garantir que esses profissionais continuem dentro da empresa.

Saiba quais métricas acompanhar

É possível monitorar todas as dicas anteriores, avaliando se estão sendo bem executadas ou não. Para tanto, o gestor precisa contar com métricas de desempenho, que funcionam como um termômetro, indicando o que vai bem ou mal.

Entretanto, há uma verdadeira infinidade de métricas que podem ser monitoradas, tornando-se inviável monitorar todas ao mesmo tempo. Nesse caso, a melhor solução é criar uma lista com as métricas mais importantes.

A questão é: quais métricas são importantes e devem ser monitoradas? Bom, depende muito. O mais adequado é selecionar um conjunto de métricas que esteja alinhado ao objetivo da sua empresa, setor ou equipe de trabalho. E mais, que disponha de dados verídicos e volumosos para o seu levantamento. Assim, há mais chances de sucesso.

Veja, por exemplo, algumas métricas que podem ser usadas na área financeira:

  1. índice de liquidez – mede a capacidade da empresa pagar suas dívidas;
  2. return on investment – mensura o retorno obtido com certos investimentos;
  3. margem de lucro – indica o lucro médio com a venda de produtos;
  4. lifetime value – mede o valor do tempo de vida do cliente dentro da empresa;
  5. custo de aquisição de clientes – valor investido para captar clientes;
  6. ticket médio – valor médio das vendas (por cliente ou por produto);
  7. crescimento real da receita – mensura o crescimento do faturamento;
  8. inadimplência – percentual de clientes que deixaram de pagar suas dívidas.

Não há um número exato de métricas que devem ser acompanhadas. O total pode variar de acordo com os recursos da empresa e tamanho da equipe de trabalho.

Entretanto, um conjunto com 6 ou 8 métricas já é bem interessante e, se monitoradas com frequência, podem fazer uma série de inferências sobre a saúde e performance da empresa. Assim, é possível avaliar a gestão e melhorar em pontos específicos.

Conclusão

Enfim, agora você está por dentro do assunto. Lembre-se que gestão de empresa é um conjunto de políticas e práticas com o intuito de planejar, alocar e controlar os recursos da organização. Ao fazer isso com acerto, poderá ter uma série de resultados positivos.

Felizmente, a gestão pode ser aperfeiçoada. Isso depende da melhoria da comunicação interna, do uso de dados para tomar boas decisões, da definição de metas desafiadoras e do uso de boas fontes de capital, como o fomento mercantil. Todas essas práticas devem ser monitoradas com o uso de métricas de desempenho, no intuito de melhorar sempre.

Agora, que tal compartilhar conosco suas principais dúvidas ou experiências sobre a gestão da empresa? Deixe seu comentário agora mesmo, aqui embaixo. Vamos lá!

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