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Antecipar recebíveis: afinal, como funciona?

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Quem tem um negócio provavelmente já precisou adotar alguma medida para cobrir o caixa no curto prazo e manter as operações da empresa.

Isso pode ocorrer por diversos fatores e não indica necessariamente que a companhia tenha algum problema.

Pode ser, por exemplo, uma simples questão de fluxo de caixa. Pode acontecer quando você dá um tempo para seus compradores maior do que seus fornecedores deram a você.

Nesses casos, antecipar recebíveis pode ser uma boa solução para reforçar o caixa e obter capital de giro. Em linhas gerais, trata-se apenas de receber no momento presente um valor que você receberia no futuro.

Assim, se você tem duplicatas, cheques pré-datados ou valores para receber em alguma data futura pode recorrer à antecipação de recebíveis.

Neste artigo, vamos explicar melhor como funciona esse tipo de operação e o que você precisa saber antes de fechar esse tipo de negócio. Acompanhe!

Como funciona a antecipação de recebíveis?

Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a antecipação de recebíveis não é um empréstimo. Esse é concedido por instituições financeiras e quando você pega um empréstimo contrai uma dívida. Afinal,  o dinheiro não é seu.

Como instituição tem menos garantias de que você terá condições de pagar essa dívida, as taxas costumam ser mais elevadas. E, claro, a burocracia para a liberação do dinheiro é bem maior.

Isso não acontece com a antecipação de recebíveis, uma vez que o dinheiro já é seu, apenas não está nas suas mãos ainda porque você fez uma venda a prazo.

Assim, quando você solicita a antecipação de recebíveis, está vendendo algo que é seu: o direito de receber aqueles valores.

Como a garantia é maior, essa operação é menos burocrática e sua aprovação é mais rápida que em um empréstimo.

Quem compra os recebíveis paga menos que o valor nominal das duplicatas ou cheques pré-datados.

Essa diferença é um deságio que compensa a instituição financeira ou empresa de fomento mercantil pela antecipação do dinheiro. Se baseia pelo risco da operação e pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide na transação.

Para o empresário, é uma forma mais rápida e, muitas vezes, mais barata de cobrir uma necessidade de caixa e ajudar no capital de giro.

Afinal, o deságio é menor que os juros praticados no cheque especial ou, caso se decida, por exemplo, atrasar o pagamento da fatura do cartão de crédito.

Assim, é possível pagar fornecedores e honrar compromissos de curto prazo.

O que é preciso saber antes de fechar negócio?

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Assim como em qualquer transação financeira, é preciso conhecer bem as regras antes de solicitar a antecipação de recebíveis. Veja a seguir.

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Requisitos necessários

Como em qualquer operação de crédito, a instituição financeira ou empresa de fomento mercantil vai fazer uma análise de risco. Quanto menor o risco, mais fácil será a liberação dos recursos e menor a taxa de deságio praticada.

Para isso, tenha em mãos documentos que comprovem a situação financeira da organização. A empresa precisa estar totalmente formalizada, ter CNPJ, emitir nota fiscal e ter conta bancária com o mesmo CNPJ da empresa.

Tarifas e taxas

Como dissemos, esse tipo de operação tem dois tipos básicos de taxas. A primeira é o deságio que a instituição cobra para antecipar o dinheiro pelo risco da operação. Além disso, há incidência de IOF.

No entanto, é preciso analisar caso a caso, já que existem instituições que praticam outras taxas, como tarifa de transação, tarifa de antecipação etc.

Para conseguir comparar as diferentes ofertas, é preciso somar tudo e calcular o CET (custo efetivo total), que como o nome indica, é a soma de tudo que se paga.

Histórico financeiro

Como dissemos, a aprovação da antecipação e a taxa de deságio dependem muito da análise de risco. Assim, quanto melhor for a qualidade da sua carteira de clientes, com baixo nível de inadimplência, maiores são as chances de ter o crédito liberado.

Isso porque o risco da instituição é de o seu cliente não pagar a duplicata ou cheque pré-datado e você não cobrir o prejuízo. Dessa forma, a instituição olha tanto o histórico financeiro dos seus clientes quanto o da sua empresa.

Onde antecipar recebíveis?

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Existem basicamente três formas de antecipar recebíveis:

  • pelos bancos (instituições financeiras);
  • por FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios);
  • por empresas de fomento mercantil, que são as factorings.

Vamos começar pelos FIDCs. Direitos creditórios são dívidas transformadas em títulos, por meio de um processo que chama securitização. Imagine que você tenha uma duplicata a receber daqui a 30 dias.

Pode vender essa duplicata para um FIDC. Você vai receber um valor por isso, que é menor que o da dívida que receberia dali a 30 dias.

A partir disso, o FIDC transforma essa dívida em um direito creditório e ele passa a fazer parte da carteira do fundo de investimento. Os investidores compram cotas desses fundos, cujo rendimento depende de fazer bons negócios, comprando dívidas e transformando-as em direitos creditórios.

Nos bancos, o processo funciona de forma similar a quando se solicita um empréstimo. Por isso, pode levar até alguns meses para que a transação seja aprovada.

O problema é que, se o empresário está solicitando uma antecipação de recebíveis, é porque ele precisa de dinheiro rápido.

Já as factorings são empresas especializadas em antecipação de recebíveis, com toda a expertise, garante menos burocracia na análise de risco e mais agilidade na liberação do dinheiro.

A Piran atua há 26 anos em diversos estados brasileiros e tem enorme credibilidade no mercado de fomento mercantil. Conta com uma equipe altamente qualificada e construiu sua trajetória baseando-se em uma relação sólida e de confiança com seus clientes.

Agora você já sabe em quais situações faz sentido antecipar recebíveis e como fazer para ter acesso a esse tipo de linha. Lembre-se de que essa pode ser uma opção interessante para repor capital de giro e reforçar o caixa.

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

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